Educação Física é Ciência?

content_idFonte: Felippe Maranhão

Dando continuidade no assunto “Identidade da Educação Física” e a necessidade de entender a EF e onde ela está inserida, se está na biológicas, exatas ou humanas, é importante buscar alguns fatos para esclarecer essas informações para a sociedade. Conforme Vitor Marinho de Oliveira (1943), no capítulo “Educação Física é Ciência?” há uma citação interessante:

“…Normalmente aceita-se que o método empregado determina se uma área do conhecimento pode receber o crédito de científico. Para isso, é necessário que o seu objetivo seja investigado com a utilização do chamado “método científico”…” 

Logo em seguida, o autor especifica o que é a Educação Física:

“…Exatamente a partir da concepção do que seja Educação Física, podemos considerá-la como ciência deste ou daquele tipo. Ao valorizar os aspectos médicos ou os resultados técnico-esportivos de alto nível, fica mais fácil aceitar a Educação Física como ciência.”


Wraping Up:

Dos trechos acima citados não há dúvida de que a EF é ciência. Dá-se o fato de que a EF está inserida em biológicas e não em outra área, e se porventura a EF for inserida em qualquer outra área que não seja a da biológicas, a identidade da Educação Física pode perder a sua identidade no currículo escolar.

Munirmos de conhecimento é o caminho mais fácil para questionar os caminhos que a Educação Física esteja percorrendo, e devemos nos manter atualizados dos fatos através da história de nossa profissão. Vitor Marinho de Oliveira prestou um serviço para a classe em 1943 com a publicação de “O que é Educação Física” e, ainda em 2018 o conteúdo está atualizado quando o assunto é compreender a nossa identidade.

Afinal, o que é Educação Física?

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Voltando ao passado e lembrando do primeiro semestre da faculdade, o professor nos pediu os dois primeiros livros do curso, e um deles era “O que é Educação Física” de Vitor Marinho de Oliveira.

Dos porquês que eu volto nele, eu cheguei num consenso de que quando você chega no ponto alto da carreira profissional, há uma solicitação da sociedade para entender a origem do seu ramo profissional, devendo nós assumir o papel do profissional que difundirá e discutirá o papel da Educação Física na sociedade. No meu caso, a Educação Física escolar (bilíngue).

É um caminho de idas e vindas, voltando no passado para buscar na fonte os princípios da EF e ao mesmo tempo explorar novos caminhos da educação moderna para perpetuar as práticas profissionais da área. Fui lá no meu acervo pessoal e peguei o meu exemplar do livro de Vitor Marinho de Oliveira, e achei interessante mencionar o capítulo  “Afinal, o que é Educação Física”. Olha que interessante esse início do capítulo cinco do livro:

“…Considerada como cultura do físico, constituindo-se como parte da Medicina, criadora de sofisticadas técnicas esportivas, vinculadora de ideologias. Afinal, o que é Educação Física? O que não se discute é o seu compromisso em estudar o homem em movimento. O que também se aceita é a ginástica, o jogo, o esporte e a dança como instrumentos para cumprir os seus objetivos. Talvez o que esteja faltando seja a elaboração consciente e adequada desses objetivos. E mais, como desenvolver essas atividades. Não se discute, também, – independente do ângulo do observador, que a Educação Física existe em função do homem, enquanto ser individual e social. Nessa medida, é cultura no seu sentido mais amplo, fertilizando o campo de manifestações individuais e coletivas. É transmissora de cultura, mas pode ser, acima de tudo, transformadora de cultura. Incorpora conhecimentos da Medicina, mas ninguém será capaz de considerar o professor de Educação Física como aquele que cura. A tecnologia esportiva produz campeões e recordes inacreditáveis, mas em sã consciência – e em corpore sano -, não podemos aceitar que essa é a sua missão precípua.

Deve haver alguma coisa, em algum ponto, que dê sentido a essa práxis, revelando uma identidade genuína. Isso mesmo. A impressão é de que a Educação Física perdeu, ou não chegou a possuir, uma verdadeira identidade. E o agente de toda essa ação, o professor, envolvido num emaranhado de opções, corre de uma escola para uma academia, desta para um clube, então para outra escola. E daí? Por que faz tudo isso? Deveria haver um móvel – além da sobrevivência – que o levasse de um lugar para o outro. Quais são as suas expectativas? Qual deveria ser a sua função na sociedade? Sua atuação quase sempre reflete atitudes formalizadas, mecanizadas. O que não oferece dúvida, é que a Educação Física se ressente de um engajamento filosófico a orientá-la em direção às suas finalidades…”

Grifei a parte do texto em vermelho quando trata do que eu estou tentando defender nos tempos atuais. A EF perdeu sua identidade ou ela chegou a possuir uma identidade de fato? Identificar a disciplina não é diluí-la em novos conceitos educacionais que o novo modelo escolar propõe. Fica bonito uma nova nomenclatura multidisciplinar, porém, é benéfico para a classe de profissionais de Educação Física e para cenário não ter a essência das nossas práticas bem definidas? As diretrizes do MEC são bem definidas em relação às práticas esportivas, desportivas e lúdicas, mas descaracterizar a EF no currículo moderno escolar tira a identidade da mesma numa comunidade. Enfatizando isso não me dá o direito de dizer o que é certo ou errado, até porque eu não tenho um artigo e estudo de caso tratando sobre o assunto. O que eu tenho hoje é um artigo que fala sobre a Educação Física bilíngue, mas pra introduzir ao assunto, eu preciso explorar o campo do que realmente é a Educação Física no aspecto geral perante a sociedade.

A incompreensão de profissionais de áreas educacionais para com os profissionais de EF no desenvolvimento de programas e projetos dentro da escola.

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Na escola tratamos de comportamentos diariamente, mas nesse post o comportamento não será relatado sobre as crianças em relação à mim, mas sobre como alguns grupos de profissionais da educação me veem como professor de Educação Física. Não só a mim, mas grande parte de profissionais da Educação Física que em algum momento, há tempos ou recentemente, sofrem alguma discriminação em relação ao nosso papel dentro da escola.

Parecerá um desabafo, e na verdade é mesmo, então deixo o meu protesto no meu blog, local onde posso expor minhas conquistas e, por que não, minhas frustrações? Dá-se ao fato de que sou professor há onze anos, com bagagem em mais de 15 empresas nas áreas fitness e educacional, ministrando aulas em escolas bilíngues há quase sete anos, atingindo o patamar das maiores escolas do Brasil e me tornando referência na Educação Física bilíngue em São Paulo, mas ainda assim, sendo menosprezado perante professores de outras especialidades dentro do mesmo ambiente de trabalho. Diversas vezes nesse semestre, quando desenvolvemos reuniões de apresentação de projetos e atividades realizadas com as crianças, escutei umas três vezes a seguinte pergunta: “…e aí Felippe, qual é o seu projeto? É sobre fazer embaixadinhas para as crianças?…”

É complicado quando um profissional da área educacional de escolas de alta gama da maior cidade do Brasil, quando o que se espera é a flexibilidade de pensamento sobre as diferentes formas de aprendizagem que a criança se submete, como educador dessas crianças, desrespeita de uma forma baixa e inconsequente um profissional atuante no mesmo patamar social que ele está inserido, ou seja, você menospreza a sua própria classe. Mas a cultura da Educação Física está inserida nesse âmbito, afinal, seremos sempre vistos como os professores que não trabalham, mas brincam; não planejamos, apenas jogamos a bola na quadra e deixamos as crianças fazerem o que querem; somos privilegiados porque usamos bermuda e camiseta ao invés de camisa e sapato; não nos inserimos aos projetos pedagógicos porque não queremos nos misturar, mas não porque não atinge o requisitos básicos da Educação Física descritos no BNCC (feito pelo MEC aliás) que devemos seguir, etc. Muitas coisas, muitas coisas…

Fui chamado de preguiçoso e desorganizado, isso foi o que eu escutei, fora o que eu não escutei que deve ser dito nas minhas costas e nas costas de muitos profissionais de Educação Física que estão prestando serviços para a sociedade e somos taxados por “n” perfis e características que nos denigre, porém, pouco vinculados como educadores – o profissional que ensina e forma um cidadão.

A educação do nosso país não começa pelo governo que tanto criticamos, seja ele de direita ou esquerda, mas pelo povo que nos enxerga como profissionais de pouco valor, e ainda, criticado pela própria classe de trabalhadores.

Essa é a cruz que eu vou carregar e meus amigos carregarão também, mas que nunca vou largar, porque sei dos valores que nós professores de Educação Física temos.

 

A discriminação nas aulas de Educação Física.

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Estive procurando um artigo na internet em inglês que trata-se sobre a discriminação na aulas de Educação Física. Encontrei um artigo sobre estratégias de “driblar” a discriminação, com dicas de atividades, tempo, com expectativas de resultados dos jogos e brincadeiras descritos, etc.

Link: https://www.coe.int/t/dg4/education/pestalozzi/Source/Documentation/TU/TU_SPORT_Crnogorcevic_EN.pdf

A descrição do artigo é bem interessante e podemos usar como base para as discussões pedagógicas em nossas escolas, seja no momento de planejamento ou no avaliação de um grupo. Veja o que o autor  Zlata Crnogorcevic (2015) explica sobre Educação Física e discriminação, ou melhor, como podemos incluir crianças nas aulas:

“Physical Education and Sport are important and wide areas where the development of peace and Human Right scan occur. In that sense, Physical Education teachers have a key role to play. In this training unit, Physical Education teachers will be given the opportunity to reflect and exchange on what could be a “high-quality” physical education, leading to the promotion of integration, peace, justice and equality. By raising awareness about the different forms of discrimination and violence, the teachers will develop new skills to enhance cooperation, human dignity and respect among their students.”

Tradução:

“A Educação Física e o Esporte são áreas importantes e amplas onde o desenvolvimento da paz e direitos humanos ocorrem. Nesse sentido, os professores de Educação Física têm um papel fundamental para as brincadeiras. Nesta unidade de treinamento, os professores de Educação Física terão a oportunidade de refletir e trocar o que poderia ser uma educação física de “alta qualidade”, levando à promoção da integração, paz, justiça e igualdade. Ao aumentar a conscientização sobre o diferentes formas de discriminação e violência, os professores desenvolverão novas habilidades para reforçar a cooperação, a dignidade humana e o respeito entre os seus alunos.”

“Visible Thinking Routines” nas aulas de Educação Física.

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Há alguns meses atrás postei sobre “Habits Of Mind” que utilizo nas aulas de Educação Física na Concept, e agora chegou a hora de dar uma olhada nas VT Routines (Visible Thinking Routines). São essas acima demonstradas na imagem que peguei na internet, e fica bem mais fácil exemplificar como utilizo algumas delas nas dinâmicas de jogos e brincadeiras na minha aula.

Como exemplo vou escolher “I used to think… Now I know…”. Gosto de apresentar jogos e brincadeiras não convencionais da realidade das crianças, então em uma breve apresentação no início da aula sobre a atividade, faço uma dinâmica chamada “Chalk Talk” em que as crianças deverão expressar alguma palavra ou frase sobre aquela atividade que elas realizarão. Faço isso para o meu registro do que as crianças pensam sobre o que pode ser aquela atividade.

Realizamos a atividade e ao término da aula escrevo na lousa “I used to think…” separado por uma coluna “Now I Know…”. Neste momento eu pergunto para cada uma das crianças o que elas costumavam pensar sobre aquela atividade e o que elas sabem agora sobre aquela mesma atividade. Essa VT Routine ajuda as crianças a refletirem sobre o que elas vivenciaram na aula com aquele conteúdo específico, e guardar esse registro do que elas vivenciaram torna-se um documento muito importante para detalhar o desenvolvimento da criança ou grupo em novas atividades esportivas.

Deixo exposto esse quadro para a próxima turma observar o que as crianças da turma anterior realizou e deixou visível. Esses registros que faço coloco posteriormente no “portfólio” das crianças que são mostrados para os pais no final de um trimestre ou semestre.

O engajamento das crianças na aula de #EducaçãoFísica através dos recursos tecnológicos (Placar Eletrônico). #BilingualPE

 

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A tecnologia está presente também nas aulas de Educação Física, não podemos negar! Hoje presenciei o engajamento das crianças do Grade 2 numa simples abordagem de tecnologia que está acessível a qualquer pessoa que tiver um smartphone e um tablet: os aplicativos (Apps).

A aula era sobre handball e houve todas as variações possíveis e imagináveis para as crianças, mas o que realmente engajou as crianças para fazer as atividades no início da aula foi a abordagem tecnológica. Levei meu tablet com o aplicativo já instalado e expliquei o que iria mostrar placares eletrônicos de diferentes jogos e como poderíamos aplicar o placar em nosso jogo.

Apesar da aula ser de handball apenas, transitei por esportes como basketball, volleyball, hockey, soccer, track&field, tennis, rugby, swimming, badminton, polo, etc. Só a primeira parte da aula consegui a atenção de todos na teoria e poderia ter especificado regras de cada uma dessas modalidades, mas mantive o foco no handball.

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Como introdução ao assunto tecnológico, expliquei um pouco de como eram os placares das escolas brasileiras quando eu tinha a idade deles, há cerca de 25 anos atrás. Lembro que na minha escola o placar era de madeira e trocávamos os números ponto a ponto com placas de madeira. Adorávamos ser os ajudantes do placar (mais até que apitar os jogos). Essa parte foi muito interessante para eles refletirem de como era o antes e como é a atualidade.

Hawks X Tigers

Após a introdução do placar eletrônico, dividi a turma em duas equipes e propus que as crianças criassem uma característica própria para a equipe, assim como os clubes e times americanos costumam fazer. Dei a ideia de escolherem um animal que representasse o time deles através das características que eles mais gostassem, fazendo uma reflexão coletiva do que gostam mais em animais.

Um grupo escolheu um pássaro por poder voar e observar tudo por cima. Um verdadeiro time “caçador” com vista privilegiada (Hawks – Falcões). O outro grupo escolheu um felino, animal ágil na terra e que domina seu território (Tigers – Tigres).

Essa dinâmica de mistura de história (minha história pessoal sobre placares de madeira nos anos 90), a divisão de grupos e o engajamento das crianças na construção das características (a escolha de animais que demonstram os pontos fortes do grupo) e o entendimento da tecnologia em prol dos esportes (fluência digital – um dos pilares metodológicos da Escola Concept).

Toda essa experiência vivida em apenas 45 minutos de aula já me fez pensar em um projeto de longo prazo, podendo ser realizado durante todo o semestre e estendido pelo ano.

“Habits of Mind” nas aulas de Educação Física.

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Existem 16 “Habits of Mind” que trabalhamos aqui na Concept São Paulo. É uma abordagem nova para mim, não nego, mas que aos poucos tenho introduzidos nas aulas de Educação Física na construção e desenvolvimento de atividades diárias.

Semana passada passei uma atividade de “Dodgball” para as crianças do Grade 5 e pude analisar de perto o comportamento das crianças em relação à um dos 16 “Habits of Mind”: Taking Responsible Risks.

Em um determinado momento do jogo quando havia duas equipes disputando ponto a ponto as regras do “Dodgeball”, sobrou apenas uma das crianças em uma determinada equipe, e para “salvar” um novo integrante que estava fora momentaneamente por razões do jogo (jogo com regras da tradicional “queimada”), a criança teve que se submeter à encarar o risco de ser “queimada” para agarrar a bola e trazer uma nova criança de volta ao jogo.

Ao final da brincadeira, depois de várias crianças terem se arriscado para salvar outras e retornar ao jogo, fizemos a analogia com os “Habits Of Mind” que trabalhamos na Concept.

Consegui trazer para dentro da aula de PE um exemplo prático do que é a teoria aplicada dentro da sala de aula. As crianças ficaram engajadas no bate-papo posterior. Como professor, fico contente de explorar novos caminhos que a educação está proporcionando para todos nós educadores do século 21, com métodos antigos no “velho mundo”, mas ainda muito novos aqui no Brasil.


Se sugestões são bem-vindas para novas dinâmicas de PE, essa imagem acima tem todos os 16 “Habits of Mind” com uma breve explicação de cada um deles. Tem facilitado bastante na abordagem com as crianças sobre o significado das atividades, do ambiente, do processo de aprendizagem, e em todas as situações fora do planejado que geralmente acontecem dentro de uma aula de Educação Física.

Vale a pena dar uma olhada no site e, se não for do interesse de fazer um grande planejamento em cima do estudo, pelo menos tentar uma pequena dinâmica para ver como as crianças reagem às características.

Let’s Be… in PE.

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Uma prática comum agora nas minhas aulas de PE (Physical Education – Educação Física) são os recursos visuais. Há cerca de um ano comentei em uma escola onde trabalhei sobre a importância de ter boards nas paredes da escola, mas não obtive sucesso na época da aquisição desses boards.

Hoje trabalho em um colégio onde há uma filosofia de expor tudo o que os alunos pensam. Trabalhamos com Visible Thinking Routines, onde escrevemos em flip-charts, por exemplo, a rotina de pensamentos que as crianças fazem durante o dia ou durante uma aula. Há várias VT Routines (em breve post sobre VT Routines) que podemos aplicar nas aulas.

No Pinterest, como de costume, há várias inspirações para nós educadores, então encontrei esse board que é construído a partir do que as crianças pensam sobre a aula de EF e sobre o professor. É interessante também que as crianças precisam refletir sobre como elas devem se comportar na aula e no ambiente.

Podemos dizer que foram feitas Essential Questions sobre a aula, o profissional, o comportamento do aluno, o que os alunos esperam aprender na aula, a importância da EF e como as crianças se sentem na aula de EF. (Importante pegar essas frases para fazermos nosso próprio board de Visible Thinking:

  1. What kind of PE Teacher do you want (Mr. Felippe) to be?
  2. What kind of student should you be in PE?
  3. What do you hope to learn in PE?
  4. PE is important because ________________________________.
  5. How do you feel about PE? (Checkmark – Love PE / Like PE / OK, I have to do it)

Com essas Essential Questions a gente consegue externalizar o que as crianças pensam sobre as aulas de EF, o que esperam aprender da aula e ainda dão um feedback sobre o professor de EF.

Já vou providenciar a minha VT Routine com essas perguntas para criar novas discussões entre os alunos e nossas dinâmicas atuais.

Empresa alemã eleva quadra poliesportiva ao próximo nível | German company takes sports court to the next level.

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Explorar o Pinterest dá nisso – encontrar algo que pensávamos ser impossível no mundo esportivo. Essa quadra poliesportiva foi feita por uma empresa alemã e as marcações dos esportes são feitas através de um sistema de LED.

O LED foi instalado na parte inferior do piso e através de comando em uma tela touch-screen é possível escolher qual esporte praticar e delimitar as marcações da quadra. É possível fazer combinações de largura e distância da metragem da quadra, dividindo-a assim em duas quadras pequenas no mesmo espaço e, ainda é possível misturar mais de duas modalidades esportivas no mesmo espaço. Veja o sistema por baixo do piso:

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A tecnologia está emergindo nos esportes de formação e esportes de rendimento. Essa quadra é o reflexo do que virá pela frente nas próximas décadas, trazendo o máximo de tecnologia nas estruturas dos ginásios. Se antes a tecnologia estava presente no teto retrátil ou no placar eletrônico, agora chegou a hora da tecnologia no piso.

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No site designboom.com encontrei um texto sobre as especificações do sistema incorporado no ginásio (texto copiado e colado abaixo). Além do texto, há também o vídeo com as demonstrações de mudanças de marcações. Muito interessante!


‘LED illuminated glass sports flooring’ by ASB

Using LEDs for markings, german ASB systembau have developed the ‘ASB glassfloor’, a new type of glass surface that utilizes programmable lighting to create lines for indoor sports playing grounds, as well as video output with capabilities of rendering specific messages beneath the panels. with this, the system can be used for illuminating different courts at the touch of a switch, adapting to sports such as badminton, basketball, indoor soccer or hockey, and handball or volleyball.

Using a series of modifications with ceramic treatments to reach levels of elasticity and friction similar to traditional indoor courts, the surface technology provides enough bounce to make sure a ball responds the same way as it would on a wooden floor. combined with sensor technologies, digital markings can also provide reference to where a player’s foot stepped out of bounds, or where a ball landed.

Distúrbios Psicomotores: Debilidade Psicomotora. #Psicomotricidade

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O último semestre da pós-graduação de Psicomotricidade (que iniciei agora no mês de Março/18) começou com um módulo muito interessante para o trabalho no dia-a-dia com as crianças: Distúrbios Psicomotores.

Fiz algumas anotações do conteúdo em aula e quero compartilhar esse conteúdo aqui no blog. Em primeiro lugar para que eu tenha fácil acesso na internet para esse assunto, em segundo para difundir essa abordagem psicomotora superinteressante.

Um dos tópicos abordados no módulo foi sobre a Hemiplegia (*) e isso vai direto de encontro com uma das crianças que trabalho atualmente na escola. Tenho tido poucos informações sobre a condição da criança, mas estudando sobre debilidade psicomotora o assunto Hemiplegia vêm à tona. Veja um link abaixo com um breve definição e de uma forma superficial de definição (site não científico):

*Hemiplegia: Paralisação de metade do corpo (lado direito ou esquerdo)


Essas são algumas anotações minhas das aulas do módulo de Distúrbios Psicomotores:

  • Conceitual: Distúrbios, Transtornos e Dificuldade.
  • Funções Executivas: Controle Inibitório, Memória de Trabalho e Flexibilidade Cognitiva.
  • Inibição Psicomotora, Debilidade Psicomotora, Instabilidade Psicomotora, Lateralizada Cruzada, Imperícia.
  • Dificuldade de Aprendizagem: Dislexia, Disgrafia, Dispraxia, Discalculia, Dislalia…

Debilidade Psicomotora

Caracteriza-se pela presença de paratonia e sincinesia.

  • Paratonia: É a persistência de uma certa rigidez muscular, que pode aparecer nas quatro extremidades do corpo ou somente em duas. A criança apresenta incapacidade de relaxar voluntariamente um músculo. Quando a criança caminha ou corre, os braços e as pernas se movimentam mal e rigidamente. Ao caminhar ou na postura estática apresenta uma certa deselegância. A qualquer tipo de solicitação, interna ou externa, a rigidez aumenta.
  • Sincinesias: É a participação de músculos em movimentos nos quais eles são desnecessários. Por exemplo, quando colocamos algo numa das mãos de uma criança com debilidade motora e pedimos que ela aperte o objeto fortemente, sua mão oposta também se fechará.