A Educação Física na Escola Bilíngue.

tes-resources-introductory-pe-lessons.pngAntes de propor ou comentar qualquer atividade física, jogos e/ou brincadeiras para a Educação Física Bilíngue, a contribuição do professor em projetos para a área de educação, assim como é a Bilingual PE, exige o compreendimento do cenário da Educação Física nas escolas bilíngues de São Paulo e do Brasil.

Esse foi o tópico mais difícil na construção do 1º Workshop Bilingual PE e continuará sendo nos próximos. Isso porque a história das escolas bilíngues no Brasil é supernova. Não tão nova quanto uma criança do ensino infantil, mas diríamos que é um jovem formado na década anterior. Para as pessoas que nasceram no início dos anos 80, saiba que o bilinguismo chegou nas escolas na mesma época. A primeira escola bilíngue foi a PlayPen, famosa por ser pioneira na educação bilíngue em São Paulo (e Brasil).

Para relacionar a Educação Física com o bilinguismo temos que pesquisar a história das escolas para somente depois pesquisar a implementação da EF Bilíngue. Estive nos últimos seis meses pesquisando na internet sobre as práticas esportivas da área, mas tenho que admitir que não consegui nada mais que comentários não-oficiais em blogs de colaboradores em pesquisa sobre bilinguismo no Brasil. Comentei no workshop com os participantes que estamos no “limbo” da EF Bilíngue – e pode se dizer que a Educação Bilíngue também está (existe uma diferença grande entre cargas horárias de ensino de segundo idioma entre várias escolas consideradas bilíngues. Algumas com projetos de bilinguismo por imersão, outras com apenas 1 ou 2 horas no dia de ensino de segundo idioma – Ambas consideradas bilíngues).

Nas discussões sobre o tema entre professores e educadores, constata-se que não há uma regulamentação sobre a educação bilíngue no Brasil. Se não há regulamentação sobre a educação bilíngue, imagina então a Educação Física Bilíngue?! Por essas e outras o cenário da Educação Física mudou na última década. De aspirantes de Personal Trainer em academias de grande porte na Capital para professores com formação em Licenciatura que ministram aulas em inglês para crianças a partir de 1 ano e meio de idade.

Essa é a minha história também, por isso o meu interesse em entender o mercado e domá-lo para fazer o meu melhor dentro das quadras de esportes e gerenciar as demais tarefas com eficiência. Entender como o mercado se move é tomar a decisão de antecipar uma pós-graduação que pretendíamos fazer depois de outras escolhas, ou projetar um futuro nas escolas que nos escolhem para fazer parte da equipe. O quanto uma escola bilíngue recém-inaugurada está preparada para proporcionar um ensino eficaz de segundo idioma para crianças de 2 anos de idade? Saber entender o quanto uma empresa/escola está preparada para um novo ramo é uma questão de projeção de nossos serviços no crescente mercado bilíngue.

Essas coisas veem martelando minha cabeça porque se buscarmos a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) constatamos que a Educação Física por si só está integrada à proposta pedagógica da escola, mas que torna-se facultativa no ensino médio. Veja o trecho do Art. 26º da LDB que menciona a Educação Física:

“…§ 3º. A educação física, integrada à proposta pedagógica da escola, é componente
curricular da Educação Básica, ajustando-se às faixas etárias e às condições da população escolar, sendo facultativa nos cursos noturnos…”

Subentende-se que se a Educação Física no currículo nacional já é considerado facultativo no ensino médio, então escolas de ensino infantil podem abrir mão de um especialista em Educação Física e propor para os(as) pedagogos(as) ministrarem as aulas de Educação Física para as crianças. Onde li isso? Não li, conheço pedagogas ministrando tais aulas – no ensino bilíngue também!

Bastante burocrático esse assunto, mas necessário. Criar um programa de Educação Física Bilíngue exige responsabilidade profissional, e ter responsabilidade profissional é entender o sistema educacional de nosso país. Uma discussão proveitosa em nosso primeiro encontro que está me fazendo pesquisar mais e compartilhar tal assunto. Talvez esse seja o momento exato de estreitar as relações entre os professores de Educação Física Bilíngue e sair desse “limbo”.

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