O tênis ideal para as aulas de Educação Física. 

Hora de compartilhar sobre o assunto “O tênis ideal para as aulas de Educação Física”. Tema este que gosto muito de falar e abordamos nos 3 primeiros workshops, e que ainda há  muito para estudar e continuar abordando.

Essa semana fiz mais pesquisas sobre o assunto é fui um pouco mais fundo nas pesquisas. Um estudo aprofundado sobre a anatomia do tênis esportivo ideal necessita de estudo sobre a anatomia do pé e a cinesiologia, estudo do movimento do corpo humano. Fazendo um breve resumo neste post posso apontar 4 fases da marcha, e a partir dessa constatação contextualizamos o estudo do tênis ideal.

Marcha: Fases

  1. Apoio do calcanhar
  2. Aplanamento do pé
  3. Acomodação intermediária
  4. Impulso

Desses tópicos acima começaremos a discussão mais aprofundada da anatomia do tênis e as principais características que torna um tênis adequado para as crianças utilizarem nas aulas de EF (não somente nas aulas, mas no dia-a-dia, uma vez que é natural da criança correr, pular, etc, mesmo fora das aulas de EF).

A indústria de calçados esportivos investe hoje em estudos biomecânicos do corpo humano para melhorar a performance de práticas esportivas na vida adulta. Não deve ser diferente redirecionar esses mesmos estudos para a fase de desenvolvimento humano nos primeiros anos de vida, auxiliando assim o progresso fisiológico da criança e também do adolescente.

Sempre mostramos pelos slides e pelos modelos que levamos nos workshops o que o tênis de conter ou não para ser caracterizado como ideal. Há uma diferença entre modelos que os dividem em tênis esportivos, tênis “fashion” e os modelos que não são considerados tênis, mas qualquer outro calçado (sapatos, botas, chinelos, sandálias, etc).

Esse estudo fará parte do meu novo planejamento anual da escola onde trabalho, e já inclui no programa de EF que estou fazendo.

Interessados me mandem um email que compartilhamos ideias sobre o assunto: felippe@bilingualpe.com

O Profissional de Educação Física e o adicional de insalubridade.

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Essa semana estou sentindo na pele o poder do sol. Somos acostumados apenas a essa condição quando estamos na praia ou na piscina na casa de campo de férias, mas suportar o sol diariamente por mais de seis horas seguidas torna-se um trabalho árduo.

Como estou trabalhando em uma escola com sede nova (apenas meses de funcionamento), a cobertura ainda não foi instalada, então tive que tomar algumas medidas para minimizar os impactos (utilização de boné, óculos escuros e protetor solar fator 60).

Mesmo assim a situação está feia. Meus antebraços estão muito queimados ao ponto de ter que passar pós-queimadura para aliviar o ardor. Já tive maguito (manga de lycra para corredores e esportistas ao ar livre) mas repassei por não utilizar, porém, vou ter que comprar outro par para evitar maiores danos à minha pele. Isso me perturbou muito durante essa semana e ainda me perturba.

É a velha história quando dizem que o professor de Educação Física deve ter o adicional de insalubridade:

“…O adicional de insalubridade é um instrumento legal de compensação ao trabalhador por períodos de trabalho exposto a agentes nocivos, com potencial para prejudicar a sua saúde de alguma forma.”

Agora tenho sim a ideia de cobrar direitos quando estivermos expostos a riscos à saúde. Trabalhei durante anos em piscina e a situação não era diferente, sendo exposto à bactérias diariamente, além do sol entre tantas outras irregularidades.

Estou sendo repetitivo no post (já postei assunto abaixo), mas estou evidenciando uma condição precária que nós profissionais de Educação Física nos sujeitamos. Tirei essa foto hoje durante uma aula das 11a.m. quando o sol estava “a pino”. Reparem que estou com boné grande e óculos para montanhista (espelhado para suportar área sem sombra alguma).

Temos que nos cuidar para que possamos cuidar das pessoas.

A importância de ensinar o rolamento (cambalhota) nos primeiros anos de vida.

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Ensinar cambalhotas (somersault) faz parte do meu planejamento constantemente. Chegar em um novo colégio no início de ano e perceber que as cambalhotas não foram inclusas anteriormente nas atividades físicas para as crianças fez com que o exercício se torna-se religioso nas aulas de circo que ministro.

Não somente nas aulas de circo que aplico os exercícios, mas como tenho no meu currículo a aula, procuro fazer sempre as cambalhotas nessa aula extracurricular da escola. Lá tenho crianças a partir de 1 ano e meio até 7 anos, então consigo fazer variações do rolamento no decorrer do semestre. Comecei a fazer o “back flip” agora no segundo semestre, além de utilizar a bola de Pilates e o plano inclinado para auxílio dos exercícios.

Por que devemos ensinar a cambalhota?

Em primeiro lugar podemos dizer que as crianças devem explorar os movimentos do próprio corpo, afinal, o primeiro objeto que uma criança reconhece é seu próprio corpo.

O rolamento, popularmente conhecido como cambalhota, é um padrão de movimento fundamental que faz parte dos esportes como ginástica acrobática, artes marciais, natação (virada olímpica), mergulho (entrada na água), dentre vários outros.

Ao virar cambalhota, a criança desenvolve a adaptação e domínio da alternância dinâmica de posições corporais e experimenta a sensação de rolar e recuperar o equilíbrio, promovendo adaptação às rotações. Além disso, exige da criança um controle muscular, dá elasticidade à coluna e trabalha toda a circulação. Quanto mais ela se dobra, se arredonda, mais músculos vai utilizar e a circulação trabalha com eficácia, oxigenando o corpo por inteiro.

Se a criança ainda não consegue virar cambalhota sozinha, você pode ajudá-la segurando a cabeça pela nuca, para ela manter o queixo junto ao peito, enquanto conduz a realização do rolamento pela parte posterior da coxa, com a outra mão, no sentido do giro.

Cuidados com a execução.

O importante é auxiliar as crianças na execução para evitar lesões graves na coluna cervical. Como comentado por professores, se você não tiver segurança para ensinar uma criança na execução de cambalhotas, melhor não realizá-las. Com segurança, apoie o queixo da criança no peito para proteção da cervical e oriente-a para não virar a cabeça durante a execução.

1º de Setembro: Dia do Professor de Educação Física.

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Hoje foi o nosso dia, e como o público-alvo desse blog são os professores de Educação Física, não poderia ter deixado de parabenizar à todos nós!

Sabemos da importância do nosso trabalho na educação e na saúde. E por que não evidenciar a importância social também?! Pois é, temos uma responsabilidade imensa no desenvolvimento do cidadão, desde os primeiros anos de vida até a melhor idade. Nossa contribuição é relevante na saúde e bem-estar, mas pouco valorizada ainda por muitos – infelizmente. Mas o cenário está mudando aos poucos à nosso favor. Vamos continuar trabalhando duro no dia-a-dia e o reconhecimento virá!

1º de Setembro é um dia em que não só comemoramos nossa ocupação, mas comemoramos um estilo de vida.

Parabéns professores!

A difícil tarefa de dar aulas de Educação Física debaixo de sol forte.

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Coloquei a palavra “debaixo” logo no título para demonstrar a condição de inferioridade que nós professores ficamos quando as aulas de Educação Física devem ser ministradas em horários inapropriados.

Um grande problema da grade de PE das escolas do Brasil são os horários destinados para certas aulas. Mas nem sempre condições impróprias estão relacionadas ao horário, mas também à estrutura esportiva.

Há 5 anos tenho o grande problema de ministrar aulas de PE às 14h. É o primeiro horário do período da tarde logo após o almoço, horário comum entre grande parte das escolas particulares de São Paulo (e Brasil em geral). Se praticar esportes debaixo de forte sol já não é saudável para adultos, já imaginou para crianças com faixa etária de 3 anos? Pois é, isso é uma triste realidade no cenário esportivo brasileiro.

Algumas escolas dispõem de salas esportivas como alternativa para destinar tais aulas (isso quando a quadra não é coberta), então “fugimos” para essas salas, mas outro problema começa aí: as limitações do espaço. Em outros casos não há solução – outras aulas estão acontecendo no mesmo horário das aulas em quadra e não há opções para tirar as crianças e professores do sol ardido.

Tenho pensado em pedir para os pais das turmas trazerem bonés para as crianças e protetor solar. Vejo ainda as crianças que chegam na escola às 07:30 da manhã vestindo calça comprida e camiseta manga longa, mas nenhuma troca na mochila para as aulas de esporte – Errado! Neste caso tenho que abrir mão das investidas nas dinâmicas da aula e deixar as crianças descansarem nos restritos espaços com sombras na quadra. Além disso, ainda há diversas pausas que devem ser feitas para constante hidratação das crianças (e de nós mesmos). Se uma aula de PE exige 1 pausa (obrigatória) para crianças a partir de 4 anos, essa pausa aumenta de 2 a 3 vezes para a faixa etária. Para as crianças de 1 ano e meio e 2 anos, de 4 a 5 pausas para hidratação. Agora já imaginou essas pausas em um período de aula de 30 minutos? Quase não dá para dar continuidade em uma única atividade (grandes chances de não prender a atenção da criança na aula).

Parece besteira falar sobre isso para quem não está nesta situação, mas considero essa situação emergente. Existe ainda crianças com restrições a banhos de sol, por exemplo. Tive um aluno há uns 2 anos atrás com dermatite, um tipo de inflamação na pele causado por alguma alteração do organismo (termorregulação) da criança (ou indivíduo). Esse meu aluno quando suava demais começava a ter uma reação alérgica e se coçava sem parar. Lembro que sua pele ficava avermelhada e irritada. Nas aulas das 14h em dias de sol forte essa criança basicamente não fazia aula (perdia bastante conteúdo do planejamento anual). Quando estávamos em sala fechada ou em clima apropriado, não perdia uma aula e se destacava entre os demais participantes.

É importante o professor fazer um relatório periódico das aulas em condições inadequadas para argumentar com os pais e/ou superiores sobre o rendimento das crianças em aulas de PE. Provavelmente você poderá ser cobrado por não entreter as crianças da forma que gostariam que fossem, mas que na verdade não queremos expor as crianças a péssimas condições de práticas esportivas.

Yoga para crianças.

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Grande parte dos professores de Educação Física “sofrem” em dias chuvosos quando o assunto é estrutura física. Muitas quadras esportivas das escolas são descobertas, então as aulas ficam restritas a espaços limitados ou até mesmo dentro da própria sala de aula.

A escola onde trabalho construiu sua unidade recentemente (há 4 meses apenas) e algumas estruturas ainda não foram instaladas, isso porque os administradores aguardam o período de recesso escolar para colocar alguma empresa trabalhando com grandes instalações. Neste caso, a instalação do teto da quadra será feita apenas em Janeiro.

Nessa época de chuva as aulas algumas vezes são improvisadas. Por falta de um espaço maior, há a necessidade de adaptações de atividades para a sala de esportes (sala destinada para aulas de Judô e Dança). Recebi a visita da supervisora canadense nos últimos quinze dias nas minhas aulas, e ela me trouxe ideias de novas atividades, principalmente para aulas indoor. Ela me testar aulas com menor intensidade no sentido cardiorrespiratório, mas com maior intensidade em exercícios de alongamento, como o Yoga para crianças.

Não tenho especialidade em Yoga, longe disso, mas já faz um tempo que pessoas da área – e também de diferentes áreas – me falam para fazer uma didática de Yoga para ensino infantil e fundamental 1. Miss Shelly, a canadense, trouxe um planejamento de Yoga de um professor canadense de uma MapleBear do Canadá (me fugiu o nome da cidade). Ela imprimiu parte do planejamento de atividades e vi muitas vantagens para propor algumas aulas testes (exercícios básicos).

Sem que eu precise descrever todo o documento que está em minhas mãos, o primeiro passo é mostrar os benefícios do Yoga para Crianças. Achei interessante compartilhar essa parte do documento, principalmente para quem já tem em seu planejamento Yoga (vale a pena acrescentar esses argumentos no planejamento anual).

Benefits Of Yoga (Canadian Program):

  • Develops flexibility, strength, stamina, agility, balance & coordination;
  • Promotes mental & physical health;
  • Promotes concentration, self-discipline, & develops inner strength & clarity
  • Breathing teaches to deepen & slow down breath & to be calm;
  • Helps build cooperatives skills & good social behaviour;
  • Promotes positive communication & good listening skills;
  • Helps teach self respect and respect for others;
  • Builds self-confidence;
  • Encourages creativity, imagination, & self expression;
  • Helps calm & energize;
  • Yoga improves student’s behaviour, physical health, academic performance, & attitude towards themselves;
  • Children always feel successful in Yoga – there is no competition, just individual progression.