A diversidade da psicomotricidade na infância.

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A psicomotricidade nos eleva à um novo patamar de visão sobre nossos alunos, até mesmo daqueles que trabalhávamos antes mesmo de cursar a especialização.

Hoje reconheço o quanto o investimento na carreira enriqueceu meu repertório no dia-a-dia do meu trabalho. Não apenas no planejamento semestral das aulas, mas na improvisação  de uma atividade em meio ao caos que as vezes nos deparamos com as crianças.

Ter as bases científicas claras em nossa mente é a chave para o melhor desenvolvimento de uma aula para crianças, adolescentes, jovens e adultos. Vendo uma foto como essa acima (achei no Pinterest) é inspirador, sendo que não há nada além de chão e tinta. Ao mesmo tempo que não há materiais, há uma diversidade de possibilidades para ensinar crianças um universo de brincadeiras, sejam elas lúdicas ou simplesmente de execução de movimentos para cruzar um caminho.

Hoje apliquei uma aula simples, com apito e tatame, alternando cores dos tatames nos comandos de apito. Sustentei uma aula de 45 com “gás” para aula de 1h30min. Tudo depende do professor querer mostrar algo diferente, e não se prender às limitações que nos brasileiros nos deparamos com as condições da Educação Física escolar.

Estou aqui escrevendo esse post mais para mostrar o meu entusiasmo como Psicomotricista em formação e o quanto importante é estudar e se especializar para darmos o melhor de nós como educadores.

Inspire-se e compartilhe suas experiências!

4 novas oficinas nos workshops da #BilingualPE a partir de 2018.

O módulo teórico dos nossos workshops se molda de acordo com os interesses dos participantes. No último tivemos uma dinâmica muito interessante sobre músicas em inglês para aulas de EF bilíngue, tudo com base nas buscas pelo YouTube.

Para 2018, uma das coisas que mais pode enriquecer um módulo teórico em nossos encontros é fazer oficinas no dia do workshop. Em Janeiro teremos diversas novidades! Tratando-se conteúdo programático, haverá uma mudança na organização dos horários, lembrando que em Janeiro o molde do workshop será um curso de verão para formação de novos profissionais de EF.

Como é:

  • 3 horas de módulo teórico
  • 3 horas de módulo prático

Como será nosso workshop a partir de 2018:

  • 2 horas de módulo teórico
  • 2 horas de Oficina
  • 2 horas de módulo prático

Oficinas

Serão incluídas 4 oficinas nos workshops da Bilingual PE: Psicomotricidade, Saúde Vocal do Professor, Música na Educação Física Bilíngue e Educação Física e Inclusão.

Cada workshop terá uma oficina, podendo assim o professor escolher o workshop com a oficina que desejar, ou simplesmente frequentar todos os workshops e fazer todas as oficinas. Essa nova característica de nossos workshops trará para cada workshop uma característica própria, não havendo assim repetição de conteúdo para aqueles que desejarem participar de todos os workshops. Sempre haverá conteúdos inéditos em cada edição do workshop Bilingual PE.

Essa novidade também atrairá profissionais que queiram colaborar com conteúdos nos workshops. Haverá espaço para todos que queiram compartilhar experiências de seu dia-a-dia em nossos encontros.

Fatores Psicomotores: Praxia Fina.

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Dando continuidade ao post sobre Jogos e Brinquedos Tradicionais que escrevi no início da semana, a Educação Física vai muito além das atividades na quadra como Futebol, Basquete, Vôlei e Handebol. Baseado na Psicomotricidade, há variações importantes de brincadeiras que podemos trabalhar todos os fatores psicomotores, inclusive a Praxia Fina.

Para relembrar, os fatores psicomotores são:

  • Tonicidade,
  • Equilibração,
  • Lateralização,
  • Noção de Corpo,
  • Estruturação Espaço Temporal,
  • Praxia Global e
  • Praxia Fina.

Então vamos pular para o final da lista e falar da Praxia Fina. Imagina que você não tem espaço para dar aula porque é um dia de chuva e a quadra e espaços esportivos estão inutilizáveis. O que restou é a própria sala de aula, e na sala de aula encontramos um pote cheio de bolinhas de gude (Marbles). Pronto, sua aula de 30-45min está montada!

É possível sim dar uma aula de Educação Física com bolinhas de gude, levando as crianças da atualidade para brincadeiras do nosso passado despertando o interesse delas de algo completamente novo. Você já ouviu alguma criança dizer que os pais ou responsáveis brincam com ela de bolinha de gude em casa? Não nos tempos atuais!

A escola nesse momento torna-se o espaço onde a criança explora o máximo de materiais existentes, mesmo os brinquedos mais tradicionais. Costumo dizer que a escola é a “nova rua”. As brincadeiras que fazíamos na rua com os amigos depois da escola são as brincadeiras que os professores ensinam para as crianças de hoje nas aulas de Educação Física.

Semestre passado entrei na sala de aula com um pote cheio de bolinhas de gude e ensinei como jogar. Em primeiro lugar foi o espanto das crianças em ver a diversidade de cores de bolinhas de vidro. Elas ficaram realmente surpresas com as formas e cores do conteúdo da bolinha de gude. Ficamos brincando por quase 1 hora, e o melhor, no chão deitados sem a interferência de móveis, como nos velhos tempos.

Lego Education

Ontem fui visitar a Maple Bear Jundiaí (SP) para ver um projeto de Lego com robótica. É um projeto novo que a Maple Bear Jardins (SP) quer implementar ainda nesse semestre. Entramos numa sala de do Year 5 e começamos a assistir a aula do projeto. Enquanto meu chefe estava admirado com a tecnologia empregada nos brinquedos montados com Lego, estava analisando como as crianças manuseavam as peças de Lego e na minha cabeça estava contextualizando as aulas de Educação Psicomotora da Pós nas construções de Lego que as crianças faziam.

Muito interessante a utilização do brinquedo no contexto educacional, mas fui mais além e pensei nos fatores psicomotores e na Praxia Fina. Vale a pena dar uma visitada no site (link no subtítulo Lego Education). Estou nesse projeto para ensinar programação de robótica com utilização do Lego, então vou estudar bastante sobre o assunto e incorporar o brinquedo em dinâmicas de Praxia Fina com a visão de um Psicomotricista. Provavelmente incluirei no Programa de Educação Física da Bilingual Physical Education.

Jogos e brinquedos tradicionais – Psicomotricidade.

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Na pós graduação de Psicomotricidade há diversas dinâmicas que podemos aplicar no dia-a-dia na escola. Sábado (19) tivemos várias brincadeiras interessantes proporcionadas pela professora Anna Melo no curso da Unifai (SP).

A disciplina é Educação Psicomotora e além da teoria, que permeia todo o âmbito de Psicomotricidade na Educação Infantil, a professora faz questão de direcionar uma parte da aula para nós sairmos das carteiras e brincar no chão, sem restrições. Só por isso percebemos que poucos professores na atualidade exploram o chão como principal local de brincadeiras na EF infantil (parece bobeira da minha parte mencionar isso, mas a própria professora aponta esse fato nas turmas de professores. Alguns fazem cara feia quando ela pede para sentar no chão).

Ela trouxe brinquedos que costumávamos ter na infância e outros novos, que ocupam pouco espaço e com alto grau de interatividade. Das três fotos que tirei, podemos perceber pequenos quadrados feitos com tecidos, um jogo com cartas e peões.

Tecidos

Os tecidos são pequenos e podem ser adquiridos por baixos preços na Rua 25 de Março (SP). Geralmente esse tamanho de tecido é jogado fora pelas próprias lojas de confecções. Com uma quantidade razoável, é possível juntar dois tecidos, um em cima do outro, e costurar as bordas deixando o meio do tecido livre para colocar objetos dentro. Nesses tecidos da foto, a professora colocou uma pequena bolinha de plástico (como se fosse uma pequena pérola de bijuteria) e fez diferentes desenhos de costuras no meio do tecido para criar caminhos (labirintos) em que é necessário passar (direcionar) a bolinha. Neste caso, o aluno deverá utilizar os dedos para empurrar a bolinha pelas costuras do tecido, utilizando assim um controle motor – praxia fina. Podemos variar os movimentos trocando os dedos para empurrar a bolinha e também trocar as mãos, utilizando a mão dominante e em outras a não-dominante.

Cartas / Elástico de Cabelo / Sino

Nessa brincadeira utilizamos cartas com figuras de mãos desenhadas com esquematização de cores envolvendo os dedos da mão. A brincadeira é visualizar as cartas e depois colocar os elásticos de cabelo conforme o desenho das cartas. A primeira pessoa que colocar os elásticos deve tocar o sino e depois avaliar qual dos participantes acertou a sequência de elásticos nos dedos por cores e disponibilização. Essa brincadeira pode ser feita por mais de duas pessoas, só depende da quantidade de elásticos de cabelo disponíveis para utilização. Praxia fina.

Peão

O bom e velho Peão. Nenhuma especificidade sobre a brincadeira, apenas a constatação de que jogar peão (aquele em que utilizamos os dedos para girar) é uma brincadeira psicomotora de controle motor fino. É necessário que a criança utilize os polegares corretamente para girar o peão e mantê-lo o maior tempo em pé girando. As variações dependem da criatividade do professor, colocando novos desafios como deixar o peão girar em um local específico ou ver qual peão fica girando mais tempo. O legal é ter diferentes tipos de peões para que as crianças consigam sentir a diferença entre modelos e qual força deverá empregar para girar o objeto.